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A MENINA ATRÁS DO ESPELHO

ANI - DIR. IURI MORENO - 12' (2022)

Sinopse

Presa em seu próprio quarto, uma menina transgênero encontra atrás do espelho uma nova realidade onde ela é livre para ser quem é ou quiser ser.

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CONCEITO

Uma menina transgênero se tranca em seu quarto por medo de um monstro que a ameaça do lado de fora, até que surge atrás do espelho uma nova realidade onde esse monstro não existe e ela é livre para ser quem é ou quiser ser.

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PRÊMIOS E FESTIVAIS

Lançado em 2022, o curta A MENINA ATRÁS DO ESPELHO recebeu um importante prêmio de Melhor Filme Intantil no 28º Encounters Film Festival (Reino Unido) e foi selecionado para mais de 30 festivais nacionais e internacionais, sendo 5 deles qualificadores para o OSCAR: o 43º Durban International Film Festival (África do Sul), o 41º Uppsala Short Film Festival (Suécia), o 35º Out on Film – Atlanta’s LGBTQ Film Festival (EUA), o 28th Encounters Film Festival (Reino Unido) e o 22º CineLebu – Lebu International Film Festival (Chile).

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PROCESSO CRIATIVO

A ideia do filme A MENINA ATRÁS DO ESPELHO surgiu quando o nosso diretor e roteirista Iuri Moreno, em 2017, juntamente com a turma de especialização em audiovisual da UEG, foram desafiados pela professora Alyne Fratari a pensar em um roteiro de curta-metragem que se passasse em uma única locação. Iuri se reuniu com o seu grupo e, sem qualquer proposta apresentada inicialmente, eles brincaram entre si que alguém teria que sonhar com uma história para apresentá-la no dia seguinte. Com o desafio da professora Alyne em mente e influenciado por uma reportagem exibida pelo fantástico sobre a menina Melissa, uma criança trans que tinha apenas 11 anos na época, Iuri acabou sonhando mesmo com uma história naquela noite, a história do curta “A menina atrás do espelho”.

Pensando que seria complexo demais trabalhar essa ideia que sonhou em um simples exercício de faculdade, Iuri acabou não apresentando a história do curta para o seu grupo e eles trabalharam em um roteiro de outra colega. Em uma semana o roteiro do curta “A menina atrás do espelho” estava pronto, mas havia outra questão que deixava Iuri inseguro para levar o projeto adiante: aquele não era o seu lugar de fala, Iuri é um homem cis.

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Imagem da reportagem do Fantástico

Como preencher esse lugar de fala? Iuri se questionava... Não tinha como chamar uma pessoa trans para escrever o roteiro pois a história já estava ali, praticamente pronta, então ele resolveu apresentar o roteiro para mulheres trans, homens trans e pessoas não-binárias em busca de feedbacks. O retorno foi positivo, as pessoas que liam o roteiro se sentiam representadas e, após algumas questões debatidas e alterações realizadas na história, Iuri se sentiu mais confiante para fazer o filme existir de fato.

Após passar por atrasos de recebimento de verba e ter que realizar uma campanha de financiamento coletivo, situações que não entraremos em detalhes aqui, o filme finalmente entrou em produção.

Ainda com a questão da inclusão de pessoas trans na equipe circundando o projeto, a produção encontrou dificuldades para encontrar profissionais trans na área da animação para integrar a ficha técnica, principalmente para assumir funções maiores, como direção de arte ou até mesmo a direção do curta. Algumas pessoas trans assumiram trabalhos como criação de ilustrações, por exemplo, outras funções mais técnicas, mas a equipe queria algo ainda mais representativo, até que encontraram na música um caminho para essa inclusão.

A cantora Assucena Assucena, mulher trans, topou compor uma música para o filme. Assucena escreveu a letra e criou a melodia da música “Além das superfícies”, enquanto Sarah Alencar compôs o arranjo e a Uma Luiza, outra cantora trans, a interpretou com maestria, um lindo trabalho que traduz e encerra os sentimentos transmitidos pela narrativa do filme.

ARTE CONCEITUAL

A arte do filme foi pensada para criar duas realidades paralelas, assim como já sugeria a narrativa: o mundo em que a protagonista vivia presa em seu sexo biológico masculino, reprimida por um pai/monstro violento e dentro de um quarto impositivamente azul; e o mundo atrás do espelho, onde o monstro não existe e ela tem a liberdade para usar a cor que quiser, vestir o que quiser e ser o que quiser.

No primeiro ambiente o quarto é propositalmente dominado pelo azul, uma cor fria que reflete uma sociedade que ainda insiste em definir gênero através de uma cor. Um azul autoritário, mas que demonstra sua resistência e fluidez através de breves nuances de vermelhos, amarelos e lilás. Já no segundo ambiente, a menina atrás do espelho é super extrovertida e alegre, existe a liberdade das cores sem quaisquer imposições. O quarto é predominantemente lilás, pois Helena quis que fosse assim, mas também foi uma forma de homenagear as cores presentes na própria bandeira trans.

Já quando saímos do quarto de Helena, junto com ela, as cores se misturam. Temos um chão verde, paredes rosas, cadeiras vermelhas, alguns detalhes roxos, uma forma de demonstrar que o gênero é fluido e que cor não define gênero. A narrativa é simples e tenta passar a mensagem de forma bem singela, apenas sugerindo àqueles que a assistem e que tenham um primeiro contato com a temática, que respeitem a diversidade e ofereçam afeto às pessoas trans.

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GALERIA DE IMAGENS

ARTES FINAIS

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FICHA TÉCNICA

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